Fazer o quê?

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Car Thief - 2009 © Neil BromfieldUm dia desses parei para lembrar quanto tempo faz que não abro os vidros do meu carro enquanto estou no trânsito como fazia há uns, sei lá, 15-20 anos atrás! Lembro que naquela época era o meu pai quem mais dirigia. Digo isso porque minha mãe também sempre dirigiu. A família toda andava de vidros abertos na cidade ou na estrada e que eu me lembre também ainda naquela época tanto o carro do meu pai quanto o carro da minha mãe não tinham seguro e no entanto nunca foram roubados.

Já fui assaltada duas vezes! Na segunda vez eu estava na Marginal Pinheiros às 10 horas da manhã, em plena sexta-feira, trânsito parado, o vidro do meu lado estava um palmo aberto quando fui surpreendida por dois rapazes entre os seus 17-18 anos. Um deles, o que ficou na janela do passageiro estava com um martelo na mão caso eu não abrisse o vidro estava pronto para quebrá-lo, o outro na minha janela puxou meu cabelo. Primeiro tentaram abrir as portas, ainda bem que estavam trancadas. Deviam estar drogados ou com a adrenalina á mil. Não é possível viu, porque os olhos dos dois estavam arregalados e muito vermelhos! Aos berros me pediram para eu passar a bolsa, o celular e ameaçavam quebrar o vidro. Quem me conhece sabe o quanto sou escandalosa! Quando o rapaz puxou meu cabelo, eu berrei, mas eu berrei, eu berrei muito, berrei mais do que ele berrou comigo. Os dois se assustaram com o meu berro, mas foi sem querer. Quando me assusto eu berro mesmo, fora os palavrões que vêm na seqüência também e quando eu vejo já foi! Minha bolsa estava no chão do banco de trás e a minha mala de trabalho estava no chão do banco da frente. É impressionante como em questão de minutos, talvez de segundos, um filme passou pela minha cabeça, desde o que eu tinha de valor na bolsa até a minha própria vida. Chamei a atenção deles para a mala que nada mais tinha do que papéis, material de divulgação da empresa e alguns contratos em branco. Perguntaram para mim o que tinha naquela mala eu respondi que tudo que eu tinha estava lá e implorei para que não a levassem. De certo acharam que pelo tamanho da mala tinha um notebook dentro dela. Na hora que eu falei: “Leva tudo menos a mala!” Ahhh pra quê falei isso, né? Não pensaram duas vezes! Levaram a mala. Só ela e mais nada! Devem ter ficado p… da vida quando abriram e viram que só tinham papéis. Ainda bem que o trânsito andou. Já pensou se resolvem voltar para tirar satisfação? Eu hein.

Poisé“, depois desse dia nunca mais andei com os vidros abertos. Só sei que escureci os vidros, comprei uma cinta porta-dinheiro, tipo pochete, sabe? Só que é de pano. Dessas que se coloca por dentro da roupa. Uma colega de trabalho brinca comigo até hoje dizendo que só falta eu colocar grades no vidro do carro. O pior que é verdade! A impressão que tenho é que infelizmente nunca mais vou ter coragem de andar com os vidros abertos. Fazer o quê?

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